sexta-feira, 13 de maio de 2011

Coração em modo de espera...

Já faz um tempo que meu coração anda calado, assim, bem na dele... Das duas, uma: ou está aprontando alguma coisa, ou então, de tanto eu pedir, resolveu me obedecer e ficar quietinho no cantinho dele, dar uma trégua, descansar. Pobre coração.. de tanto sofrer com as enfermidades que a vida lhe causa, ele pede descanço, e merecidamente.
Um dia desses, reclamando comigo mesma de tantas responsailidades de uma só vez, parei, e observei o seguinte fato: Eu já não reclamava com meu coração, pois, de tantas responabilidades estarem ocupando meu tempo, eu mal tinha tempo para perturbá-lo. Aí, me dei conta: meu coração entrara em modo de espera. E mais uma pergunta: isso é bom ou ruim??? 
Pensei mais um pouco, e respondi: é ótimo! Pois, se antes eu reclamava por ele só fazer coisa errada, jogava a culpa de todas as minhas decepções "amorosas" nele, agora eu não tinha mais de que me queixar. E outra, coração também precisa de descanço!
Tudo isso me fez ver o quanto é bom ser responsável. Vi o lado bom de ter um monte de exercícios para fazer no fim do dia, apostilas para ler para a próxima aula, ter pouco tempo para me arrumar, provas para estudar, relatórios para elaborar, e por aí vai...
E agora eu sei o que é viver de verdade...
E sei também que quando meu coração despertar novamente, minha mente já vai estar preparada, ou pelo menos, mais preparada que antes. Os dois trabalharam juntos. Quer parceria mais perfeita? Coração e mente.. o resultado será: raciocinar com amor!

domingo, 20 de março de 2011

Falar de amor sem sentí-lo?

Há quem consiga falar de amor sem sentí-lo.
Quem nunca ouviu comentários do tipo: fiquei nervoso quando o vi, meu coração acelerou, minhas pernas tremeram...? Pois é, estes são sintomas do amor. Comparação estranha essa, não? Amor e doença, será que não era para ser comparado com o remédio, a cura?
Vou dar um exemplo: às vezes, quando estamos nos sentindo solitários, infelizes, tendemos a buscar alguém que nos socorra nessa aflição, ou melhor dizendo, buscar "em" alguém a cura para esse mal, como se o que faltasse para nos completar estivesse no outro, e na verdade não é bem assim.
O ser humano tem dentro de si faculdades mentais (e até sentimentais) capazes de suprir suas próprias necessidades. Mas de que necessidades estamos falando? A necessidade de ser feliz, de se sentir completo. Acontece que ainda não descobrimos, ou melhor, não aprendemos como desenvolver essa faculdade e pô-la em prática. Até que um dia aprendamos, sentiremos falta de algo que nos preencha, que nos complete, e, buscaremos este "algo" no outro. Em quem? Ah! isso, sinceramente, não sei responder. Se alguém tiver a resposta, por favor me diga!
Ah! já ia me esquecendo. Quanto à afirmação da primeira linha, é... não! Você pode até jurar para si mesmo que é capaz, mas na verdade, se você não se recorda, você já nasce amando, e por isso sabe falar de amor.